Sinto a areia escorrer desse mundo, que tentei construir.
Meus castelos na beirada do mar.
Sinto que o tempo do discurso acabou,
que por mais que você fale, por mais que eu me cale,
posso olhar para o céu como que a abrir os braços
Mas caminho ainda na beira do abismo, na falésia,
Escuto a quebrada do mar
E o vento que dá preenche meus pulmões
E o vento é a minha respiração
sábado, 27 de novembro de 2010
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
O que tinha no papel
Gosto das coisas imperfeitas
das que chegam antes da hora, das que chegam depois,
das coisas velhas, das coisas muito feias.
Quero adotar e ter amor por tudo que não presta.
Meu corpo e alma, temo, estão tão marcados
que essas marcas não vão sumir com o tempo.
Hoje poli o punhal que me feriu
e pus aos pés do Cristo.
das que chegam antes da hora, das que chegam depois,
das coisas velhas, das coisas muito feias.
Quero adotar e ter amor por tudo que não presta.
Meu corpo e alma, temo, estão tão marcados
que essas marcas não vão sumir com o tempo.
Hoje poli o punhal que me feriu
e pus aos pés do Cristo.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Ganhei uma máquina de fazer sorvete
Ganhei uma máquina de fazer sorvete, meu irmão me deu. Não sei se anda lendo meu blog, ou se me advinha. Mas é umas das coisas mais sensíveis que eu já ganhei na minha vida.
Tem um estilo retrô e é linda.
Acho que entra para o meu rol de coisas símbolos, das coisas que pessoas queridas que me deram, que representam algo ou das coisas que me puxam e me deram forças:
quadro da moça com brinco de pérola, quadro da menina na janela, caderno com peixes orientais, travesseiro, pinguins, máquina de escrever, azulejo de são francisco...
Tem um estilo retrô e é linda.
Acho que entra para o meu rol de coisas símbolos, das coisas que pessoas queridas que me deram, que representam algo ou das coisas que me puxam e me deram forças:
quadro da moça com brinco de pérola, quadro da menina na janela, caderno com peixes orientais, travesseiro, pinguins, máquina de escrever, azulejo de são francisco...
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Johnny Cash - I see a darkness
"There are times when those eyes inside your brain stare back at you"
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
sobre a fantasia
De tempos em tempos, tirava a fantasia.
Queria sair nua, pela rua, mas a mãe não deixava.
No seu quarto, falava consigo mesma.
Contava como havia visto o fim do mundo.
Em São Paulo, a ordem geral era que se evitassem as estradas e o metrô.
Que se aproveitassem os navios e rios.
As pessoas do mundo procuravam os lugares mais altos.
Ficavam com seus queridos e comiam sobremesa.
Daí ela encontrava o irmão,
o abraçava demoradamente,
E passeava nos abismos como se eles não existissem.
Queria sair nua, pela rua, mas a mãe não deixava.
No seu quarto, falava consigo mesma.
Contava como havia visto o fim do mundo.
Em São Paulo, a ordem geral era que se evitassem as estradas e o metrô.
Que se aproveitassem os navios e rios.
As pessoas do mundo procuravam os lugares mais altos.
Ficavam com seus queridos e comiam sobremesa.
Daí ela encontrava o irmão,
o abraçava demoradamente,
E passeava nos abismos como se eles não existissem.
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
O que faltou
Assim que cheguei em casa, tive que correr e tomar sorvete. Fazia falta, algo doce.
Ainda bem que te vi e falei contigo. Fazia falta, te ver.
(É como ter revelações no meio da semana)
Acho que fez falta dizer que não estou tão magoada a ponto de me calar. Ou de achar, de verdade, que não tenho sonhos. Talvez nem mesmo ache que o mundo me deixou uma folha branca. Sonhei, aliás, com uma folha quadriculada e um desenho, outro dia. Ainda tenho sonhos, os do sono, também.
Mas, obrigada. Faltou dizer.
Pela bondade nos olhos e o coração aberto. Pelo desarme de sempre.
Ainda bem que te vi e falei contigo. Fazia falta, te ver.
(É como ter revelações no meio da semana)
Acho que fez falta dizer que não estou tão magoada a ponto de me calar. Ou de achar, de verdade, que não tenho sonhos. Talvez nem mesmo ache que o mundo me deixou uma folha branca. Sonhei, aliás, com uma folha quadriculada e um desenho, outro dia. Ainda tenho sonhos, os do sono, também.
Mas, obrigada. Faltou dizer.
Pela bondade nos olhos e o coração aberto. Pelo desarme de sempre.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Prêmio Dardos

Recebi a indicação de um amigo!
"Com o Prêmio Dardos se reconhece os valores que cada blogueiro mostra cada dia em seu empenho por transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais etc., que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras."
Fiquei muito feliz, claro, e da minha parte vou indicando blogs que, além de ser do meu gosto (blog e pessoas responsáveis por eles), seguem rigorosamente a descrição do prêmio!
http://www.olhaialem.blogspot.com/
Blog do Carlos Filho, que é um artista em várias vertentes, mas seus textos são expressivos e carregados. Possui aquele ar de "verdade", fazendo com que nos reconheçamos no que ele escreve. Recomendo.
http://mirapolvora.blogspot.com/
Blog da Fernanda, que é uma das pessoas mais em contato com o Inconsciente coletivo que eu conheço. Escreve como se desenhasse. O contato com sua escrita é uma experiência inspiradora.
http://noctivagosunivos.blogspot.com/
Blog do Thomaz, que, embora intimista, permite que nos reconheçamos nas suas palavras. Uma qualidade imprescindível, a meu ver!
http://loucadeespirito.blogspot.com/
Blog da Érica, que como a Fernanda, pinta retratos de si com a escrita. E esses retratos são muitas vezes dolorosos, sedentos do eterno, mas belos.
Aliás, para encurtar, indico todos os "blogs amigos" (link ao lado no blog)!
:)
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