A moça pensou que queria ter uma borracha gigante e se apagar todinha. Todo traço que já foi sua vida. Todo rastro deixado por sapatos gastos. Todo cansaço. Todo sorriso incerto que só quis agradar. Todas as feridas que deixaram.
Quando procurassem por seu endereço, surpresa! Page not found.
segunda-feira, 12 de abril de 2010
domingo, 11 de abril de 2010
Príncipe das palavras
Tempos atrás, houve um príncipe. Príncipe das palavras, diante de Deus ele se calava. Tentou pensar em Deus, mas o ar ficou difícil, e comparou Deus ao vento. Então ele escreveu:
Posto que não sei falar de Deus,
resolvi falar do vento.
Muito que falo,
Diante de Deus mais me calo!
Escuto o vento.
Esse mesmo vento me impulsiona,
sopra meus cabelos.
Vento que dirige minhas velas,
vento que, então, me leva
Esse mesmo vento
que depois me deixa,
me devolve o fôlego.
Quando desfolha as flores,
espalhando as pétalas,
me falando delas no cheiro,
me lembrando delas no pólen.
vento, meu amigo, me leve. me sopre, ainda que baixinho. vento, senhor do meu pensamento, leve adiante meu barquinho.
Posto que não sei falar de Deus,
resolvi falar do vento.
Muito que falo,
Diante de Deus mais me calo!
Escuto o vento.
Esse mesmo vento me impulsiona,
sopra meus cabelos.
Vento que dirige minhas velas,
vento que, então, me leva
Esse mesmo vento
que depois me deixa,
me devolve o fôlego.
Quando desfolha as flores,
espalhando as pétalas,
me falando delas no cheiro,
me lembrando delas no pólen.
vento, meu amigo, me leve. me sopre, ainda que baixinho. vento, senhor do meu pensamento, leve adiante meu barquinho.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Uma carta
Para você, minha amiga,
É que eu também não aprendi a viver. É que eu também não entendo como tendo querido, tendo sofrido, e tendo amado, se deixa de lado. Sinto como você: o que está em jogo sou eu.
Às vezes também esqueço que me alegro com ônibus vago, me alegro com comida, me alegro com o café e muito açúcar. O que é bom de saber é que esses pedaços também são vida.
Então, é verdade, eu realmente queria. Que você viesse comigo, mesmo que nesses pedaços de vida. Mesmo que fosse pra ver o mar.
É que eu também não aprendi a viver. É que eu também não entendo como tendo querido, tendo sofrido, e tendo amado, se deixa de lado. Sinto como você: o que está em jogo sou eu.
Às vezes também esqueço que me alegro com ônibus vago, me alegro com comida, me alegro com o café e muito açúcar. O que é bom de saber é que esses pedaços também são vida.
Então, é verdade, eu realmente queria. Que você viesse comigo, mesmo que nesses pedaços de vida. Mesmo que fosse pra ver o mar.
terça-feira, 6 de abril de 2010
When you were young
When You Were Young
...
They say the devil's water, it ain't so sweet
You don't have to drink right now
But you can dip your feet
Every once in a little while
You sit there in your heartache
Waiting on some beautiful boy
To save you from your old ways
You play forgiveness
Watch it now- here he comes
He doesn't look a thing like Jesus
But he talks like a gentlemen
Like you imagined when you were young
When you were young
I said he doesn't look a thing like Jesus
He doesn't look a thing like Jesus
But more than you'll ever know
When You Were Young
...
They say the devil's water, it ain't so sweet
You don't have to drink right now
But you can dip your feet
Every once in a little while
You sit there in your heartache
Waiting on some beautiful boy
To save you from your old ways
You play forgiveness
Watch it now- here he comes
He doesn't look a thing like Jesus
But he talks like a gentlemen
Like you imagined when you were young
When you were young
I said he doesn't look a thing like Jesus
He doesn't look a thing like Jesus
But more than you'll ever know
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Uma mulher
Esse texto representa um evento "premonitório" de hoje.
Era decidida, simples e séria. Agora se confundia toda com esse homem choroso e sua sensibilidade.
Ele chorava em filme! Mas que tolice de invenção era essa?
Saiu procurando por suas lágrimas. Havia tanto trabalho a fazer: era a roupa para lavar, era para arear as panelas... Lembrou-se do armário: as roupas empilhadas e mal colocadas cairiam quando alguém abrisse a porta. As crianças precisavam dela.
Mas choro que é bom, nada.
À noite, trabalhava em hospital. Dos pacientes, não conhecia o nome. Preferia dizer que no 307 alguém havia vomitado.
Sentiu-se ferida. Usurparam-lhe o título de sexo frágil.
Resignada, pendeu a cabeça, riu sozinha, e só para ela:
- Quem sabe não mando flores?
Era decidida, simples e séria. Agora se confundia toda com esse homem choroso e sua sensibilidade.
Ele chorava em filme! Mas que tolice de invenção era essa?
Saiu procurando por suas lágrimas. Havia tanto trabalho a fazer: era a roupa para lavar, era para arear as panelas... Lembrou-se do armário: as roupas empilhadas e mal colocadas cairiam quando alguém abrisse a porta. As crianças precisavam dela.
Mas choro que é bom, nada.
À noite, trabalhava em hospital. Dos pacientes, não conhecia o nome. Preferia dizer que no 307 alguém havia vomitado.
Sentiu-se ferida. Usurparam-lhe o título de sexo frágil.
Resignada, pendeu a cabeça, riu sozinha, e só para ela:
- Quem sabe não mando flores?
domingo, 4 de abril de 2010
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